Etapa do Caminho
Descrição da Etapa
A etapa abandona Cee ao nível do mar, junto à ria de Corcubión, e enfrenta desde o primeiro passo a subida mais exigente do Caminho de Fisterra. O trilho atravessa Brens e A Pereiriña e passa junto à ermida de San Pedro Mártir antes de encarar a longa e sustentada rampa que sobe a encosta. No alto espera o cruceiro da Armada, a cerca de 247 metros, miradouro de onde se contempla pela última vez o cabo Fisterra e o oceano. Passado o colo, a paisagem muda por completo: o peregrino ganha o planalto interior entre aerogeradores e velhos moinhos, deixa para trás o santuário das Neves e a sua Fonte Santa, atravessa o minúsculo Hospital e desce suavemente até Olveiroa, aldeia de espigueiros de pedra sobre o vale do rio Xallas, já em pleno coração rural de Dumbría.
A etapa parte de Cee, vila piscatória debruçada sobre a ria de Corcubión, praticamente ao nível do mar. Quem caminha para Olveiroa percorre o trajeto em sentido inverso ao oficial e, em vez de descer para a costa, enfrenta desde o primeiro momento a subida mais longa e sustentada de todo o Caminho de Fisterra. As ruas urbanas dão lugar de imediato a pistas e caminhos encaixados que começam a ganhar altura entre eucaliptos e prados, deixando para trás o bulício do porto e o rumor do Atlântico.
O itinerário atravessa o núcleo de Brens e sobe até A Pereiriña, onde um breve desvio conduz à ermida de San Pedro Mártir. A partir daqui o declive acentua-se: o peregrino sobe encosta acima por um piso de pedra solta que exige passo curto e constante. A recompensa chega no cruceiro da Armada, a cerca de 247 metros, marco e miradouro excecional. Deste alto abre-se uma das panorâmicas mais celebradas da rota, com o cabo Fisterra e o oceano recortados ao fundo; caminhando para o interior, é a última vez que o mar acompanha o viajante.
Passado o colo, a paisagem transforma-se. O trilho entra no planalto interior de Dumbría, um altiplano varrido pelo vento onde os aerogeradores do parque eólico giram junto aos restos de antigos moinhos. O peregrino passa junto ao santuário das Neves, humilde ermida cuja Fonte Santa brota entre os penedos e à qual a tradição atribui virtudes curativas. O terreno torna-se ondulado e aberto, de urzais e pastagens, muito diferente do ambiente costeiro deixado para trás poucas horas antes.
Os últimos quilómetros decorrem por uma sucessão de pequenas aldeias até alcançar o casario de Hospital, topónimo que recorda um antigo refúgio para peregrinos. Dali o Caminho desce suavemente para o vale do rio Xallas e entra em Olveiroa, a cerca de 280 metros de altitude. A aldeia, de casas e espigueiros de pedra em torno do seu cruceiro, conserva um ar rural intacto e marca o coração interior da rota, ponto onde o Caminho de Fisterra e o de Muxía partilham traçado antes de se bifurcarem.
O itinerário atravessa o núcleo de Brens e sobe até A Pereiriña, onde um breve desvio conduz à ermida de San Pedro Mártir. A partir daqui o declive acentua-se: o peregrino sobe encosta acima por um piso de pedra solta que exige passo curto e constante. A recompensa chega no cruceiro da Armada, a cerca de 247 metros, marco e miradouro excecional. Deste alto abre-se uma das panorâmicas mais celebradas da rota, com o cabo Fisterra e o oceano recortados ao fundo; caminhando para o interior, é a última vez que o mar acompanha o viajante.
Passado o colo, a paisagem transforma-se. O trilho entra no planalto interior de Dumbría, um altiplano varrido pelo vento onde os aerogeradores do parque eólico giram junto aos restos de antigos moinhos. O peregrino passa junto ao santuário das Neves, humilde ermida cuja Fonte Santa brota entre os penedos e à qual a tradição atribui virtudes curativas. O terreno torna-se ondulado e aberto, de urzais e pastagens, muito diferente do ambiente costeiro deixado para trás poucas horas antes.
Os últimos quilómetros decorrem por uma sucessão de pequenas aldeias até alcançar o casario de Hospital, topónimo que recorda um antigo refúgio para peregrinos. Dali o Caminho desce suavemente para o vale do rio Xallas e entra em Olveiroa, a cerca de 280 metros de altitude. A aldeia, de casas e espigueiros de pedra em torno do seu cruceiro, conserva um ar rural intacto e marca o coração interior da rota, ponto onde o Caminho de Fisterra e o de Muxía partilham traçado antes de se bifurcarem.
Última atualização: 07/07/2026
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